Quase toda família que se muda para os Estados Unidos acaba comprando um carro. Daí vem uma pergunta frequente de quem planeja o Visto E2: dá para fazer essa compra pela empresa, de modo que ela conte como parte do investimento no negócio? A resposta é "depende" — e o critério é mais simples do que parece.

A compra de um veículo só pode entrar no investimento se ele tiver relação direta com o negócio e for de fato necessário para a operação. Não basta o desejo de incluir o gasto: o que importa é a coerência com o modelo da empresa.

Quando o veículo faz sentido

Pense em uma empresa que presta serviços externos — reparos domiciliares, por exemplo. Normalmente ela precisa de veículos para levar a equipe e os equipamentos até o cliente. Nesse caso, o carro (ou a van) foi adquirido para ser usado na operação. Mesmo que o dono eventualmente use o veículo fora do horário comercial, a aquisição teve um propósito de negócio — e, por isso, pode ser considerada parte do investimento.

A regra geral: coerência

Para o E2, vale ter em mente que todos os gastos da empresa são analisados em um contexto amplo e precisam ser coerentes com o negócio. No exemplo da prestadora de serviços externos, um veículo é praticamente indispensável. Mas não é qualquer veículo.

O contraste que ilustra bem

Dificilmente se justificaria um carro de luxo caro como parte do investimento nesse tipo de empresa. Já uma van adesivada com o logo da marca, comprada a preço de mercado, seria perfeitamente coerente com a operação. A diferença está no propósito e na proporção.

Um teste prático

Na dúvida sobre um gasto, vale fazer uma pergunta simples: essa despesa é justificável e coerente para o modelo de negócio, independentemente do visto? Se a resposta for sim, ela provavelmente será considerada parte do investimento no pedido do E2. Se a compra existe só para "inflar" o número, sem ligação real com a operação, tende a ser questionada.

Investimento substancial é só um dos requisitos

Por fim, um lembrete importante: o fato de o investimento ser substancial é apenas um dos critérios que os oficiais de imigração avaliam no E2. Tão importante quanto o valor é o conjunto — capital de fato em risco, um negócio real e ativo, com perspectiva de lucro e de geração de empregos.

É aí que entra o nosso papel: a Unike assessora na seleção e na análise da franquia certa, ajudando a montar um caso coerente desde a escolha do modelo. A definição final sobre quais gastos compõem o investimento, porém, deve ser validada com o advogado de imigração que indicamos. Este conteúdo é informativo e cada caso precisa ser analisado individualmente.