Essa é provavelmente a dúvida número um de quem pesquisa o Visto E2: qual é o investimento mínimo? A resposta surpreende muita gente — a lei americana não estabelece um valor mínimo. O que existe é um conceito (investimento "substancial") e uma referência prática que os advogados costumam usar. Vamos esclarecer os dois.
Antes, o lembrete de sempre: a Unike assessora na seleção e análise da franquia certa para o seu perfil e para o investimento que você tem disponível. A análise jurídica do caso é feita por um advogado de imigração especializado, que indicamos.
O que a lei realmente diz
Diferentemente do EB-5, que tem um valor mínimo definido, o E2 não fixa um número. A lei exige duas coisas relacionadas: que o investimento seja substancial em relação ao custo de adquirir ou montar aquele negócio, e que a empresa não seja marginal.
"Não marginal" significa que o negócio não pode existir apenas para sustentar o investidor e a família: espera-se que ele tenha capacidade — presente ou futura — de gerar empregos e lucro, criando impacto positivo na economia local. É esse impacto que o oficial de imigração quer enxergar.
O parâmetro prático: a partir de US$ 100.000
Com base na experiência de advogados que lidam com o E2 no dia a dia, a recomendação mais comum é considerar um investimento a partir de US$ 100.000 para construir um caso com boas chances. Acima de US$ 150.000, as chances tendem a aumentar de forma considerável — e, em muitos casos, quanto maior o investimento, mais forte fica o pedido.
Esse valor é um parâmetro geral, não uma garantia. Existem casos aprovados com investimentos menores e, ao mesmo tempo, casos negados com valores bem acima de US$ 200.000. O montante é apenas um dos critérios — a estrutura do caso e as características do negócio pesam tanto quanto.
Por que "quanto" importa menos que "como"
Dois investidores podem aportar o mesmo valor e ter resultados opostos. O que diferencia um caso forte costuma estar nos detalhes:
- O investimento está de fato comprometido e em risco no negócio, e não parado em uma conta à espera do visto?
- O empreendimento é real e ativo, com perspectiva clara de lucro e empregos?
- A origem dos recursos está bem documentada e é lícita?
- O perfil do investidor conversa com a operação daquele negócio?
É por isso que, antes de fazer qualquer aporte, vale entender bem os requisitos do E2 e consultar um advogado especializado. Investir muito na empresa errada não compensa investir pouco na certa.
Não confunda com o EB-5
Quando alguém fala em "investimento mínimo de centenas de milhares ou de milhões de dólares", quase sempre está se referindo ao EB-5 — não ao E2. O EB-5 leva à residência permanente e exige hoje, em regra, a partir de cerca de US$ 800.000 em áreas-alvo (rurais ou de alto desemprego) ou US$ 1.050.000 no caso geral, além da criação de empregos. São vistos diferentes, com lógicas diferentes.
Como a escolha da franquia se conecta ao valor
Aqui está a parte boa: o investimento necessário varia muito conforme o modelo de negócio. Franquias de serviços, alimentação, varejo e modelos baseados em equipe têm faixas de investimento bem distintas. Saber quanto você tem disponível ajuda a filtrar quais franquias fazem sentido — e quais sustentam um caso E2 consistente.
É exatamente nesse ponto que atuamos. Representamos mais de 700 franquias americanas e ajudamos você a cruzar o seu orçamento com opções compatíveis, alinhando o investimento ao seu perfil e aos seus objetivos. A validação jurídica fica com o advogado de imigração, que indicamos. E vale repetir: ninguém sério promete aprovação — ela é decisão do oficial de imigração.
Resumindo: não existe um valor mágico. Use US$ 100.000 como ponto de partida, lembre que acima de US$ 150.000 o caso costuma ficar mais forte, e foque tanto no "quanto" quanto no "como" — começando pela escolha do negócio certo.