Uma dúvida que aparece com frequência é se comprar um imóvel nos Estados Unidos — uma casa, um apartamento — é suficiente para dar entrada no Visto E2. A resposta curta é: em princípio, não. Mas o tema tem nuances que vale a pena entender, porque há, sim, negócios ligados a imóveis que podem se qualificar.

Antes de detalhar, vale lembrar o nosso papel: a Unike assessora na seleção e análise da franquia americana certa. A definição de o que se qualifica para o E2 é feita por um advogado de imigração especializado, que indicamos e com quem trabalhamos lado a lado.

Por que comprar um imóvel não basta

O E2 exige um empreendimento comercialmente ativo, que venda produtos ou serviços e gere receita. Comprar uma propriedade para revender depois com lucro, ou para alugar e receber a renda, é classificado como investimento passivo — e investimento passivo, em regra, não atende ao visto.

A lógica é a mesma que vale para ações ou outros ativos: o E2 não é um visto de investidor passivo. O governo americano quer ver o investidor à frente de um negócio real, dirigindo a operação e gerando empregos. Um imóvel parado, por mais valioso que seja, não cumpre esse papel.

Negócios ligados a imóveis que podem se qualificar

O setor imobiliário, no entanto, é amplo — e algumas atividades dentro dele configuram negócios ativos. Veja três exemplos que costumam aparecer:

1. Corretagem / imobiliária

Um escritório de corretagem, com corretores, funcionários e uma operação que gera lucro, pode eventualmente se qualificar. Aqui não se trata de comprar imóveis, mas de prestar o serviço de intermediação — uma atividade comercial com equipe e receita.

2. Gestão de propriedades

Esse é um modelo onde existem inclusive franquias com franqueados brasileiros que obtiveram o E2. A empresa cuida da divulgação para locação, da cobrança, do recebimento e da manutenção dos imóveis, lidando diretamente com inquilinos. Para se qualificar, precisa ter escala suficiente para justificar a contratação de funcionários e demonstrar que não é um negócio marginal.

3. Serviços para imóveis

Há dezenas de serviços específicos voltados a donos de propriedades: pintura, reparos, restauração de decks e telhados, manutenção em geral. Uma empresa que monta uma equipe para prestar esses serviços, gera lucro e cumpre os demais requisitos pode aplicar ao E2 por meio dessa operação.

O ponto em comum

Em todos esses casos, o que torna o negócio elegível não é o imóvel em si, mas a atividade econômica ativa em torno dele — com equipe, receita recorrente e perspectiva real de lucro e empregos. É a diferença entre "ter um imóvel" e "ter uma empresa que opera no setor imobiliário".

Onde a escolha da franquia entra

Para quem tem interesse no mercado imobiliário, existem franquias justamente desses segmentos — gestão de propriedades e serviços — que já operam com modelos testados e suporte do franqueador. Esse histórico ajuda a sustentar a projeção de lucro e de contratações que o oficial de imigração quer enxergar.

É exatamente nessa etapa que podemos ajudar: identificar, entre mais de 700 franquias do nosso portfólio, as que combinam com o seu perfil e que têm potencial de se qualificar. A validação final de elegibilidade é sempre feita pelo advogado, e nenhum profissional sério garante a aprovação do visto, que é uma decisão do oficial.