Para muitas famílias, a sociedade é a peça que falta para viabilizar o Visto E2. Em vez de um único investidor bancando tudo sozinho, dois parentes podem dividir capital e participação — e, em certos casos, abrir caminho para que mais de uma pessoa da família obtenha o visto.
O E2 permite que dois sócios estrangeiros apliquem ao visto ao mesmo tempo, cada um com 50% de participação no negócio e contribuindo com metade do capital. Os dois têm o mesmo poder de decisão. Esses sócios não precisam ser parentes — mas há duas situações familiares em que essa estrutura costuma ser especialmente útil.
Situação 1: o filho ou a filha com mais de 21 anos
Filhos podem acompanhar os pais no E2 como dependentes apenas até os 21 anos (solteiros). Quem já passou dessa idade não se enquadra mais como dependente — e é aí que a sociedade entra. Se esse filho ou filha tiver cidadania de um país elegível, ele pode entrar no negócio como sócio e obter o E2 na condição de investidor, e não de dependente.
Na prática, é uma forma de manter a família reunida nos Estados Unidos quando os filhos já são adultos. Cada caso tem suas particularidades, mas saber que essa porta existe muda o planejamento de muita gente.
Situação 2: a sociedade entre irmãos
Outra combinação que costuma funcionar bem é a sociedade entre irmãos. Em geral, ambos já têm a dupla cidadania, e quando já trabalham juntos ou atuam no mesmo ramo, fica mais natural dividir a gestão do negócio. Como cada um costuma investir recursos próprios, o valor total aportado por cada pessoa fica menor do que se um deles tivesse de colocar 100% do capital sozinho.
Dois sócios não significam investir o dobro
Um ponto que gera confusão: ter dois sócios não obriga a aumentar o investimento. Os requisitos do negócio continuam os mesmos. Tomando o mínimo recomendado de US$ 100.000 como referência, dois sócios podem contribuir com cerca de US$ 50.000 cada — desde que a empresa atenda aos demais requisitos do E2. Para muitas pessoas, é exatamente isso que torna o projeto viável.
A lógica acima vale para sócios estrangeiros que vão aplicar ao visto. Quando o sócio é americano, as regras de participação e de capital mínimo do aplicante mudam conforme o valor investido. Reunimos esse detalhe no artigo sobre sociedade no Visto E2.
Como escolher (e estruturar) com segurança
São muitas as variáveis que pesam na decisão de ter um sócio — afinidade, divisão de tarefas, capital disponível, objetivos de cada família. Cada caso é único, e a estrutura societária precisa respeitar as regras do E2 sem comprometer a aplicação.
Nesse ponto, vale separar os papéis: a Unike assessora na seleção e na análise da franquia certa para o perfil dos sócios — entre as mais de 700 que representamos —, enquanto a estruturação jurídica e a validação do caso ficam com o advogado de imigração especializado que indicamos. Assim, a sociedade nasce alinhada tanto ao negócio quanto às exigências do visto.