O Visto E2 é um visto de investidor que permite a você e à sua família morar nos Estados Unidos para desenvolver e dirigir um negócio. Antes de pensar em qual franquia escolher, vale entender o essencial: quais critérios o governo americano avalia e o que, na prática, define se você está pronto para aplicar.
Na Unike, nossa especialidade é a seleção e a análise da franquia certa para o seu perfil — a etapa que mais influencia a força do seu caso. A parte de imigração em si é conduzida por um advogado especializado, que indicamos e com quem trabalhamos lado a lado. Este artigo organiza, em linguagem simples, os requisitos que costumam aparecer em todo processo E2.
Os requisitos do Visto E2, em resumo
1. Cidadania de um país elegível
O E2 nasce de tratados de comércio entre os Estados Unidos e cerca de 80 países. O Brasil não faz parte desse grupo. É por isso que o brasileiro que deseja o E2 normalmente precisa ter dupla cidadania de um país elegível — ou contar com um cônjuge que a tenha.
Entre os passaportes mais comuns no nosso público estão Itália, Alemanha, Espanha e Portugal. Vale um destaque: Portugal entrou para a lista de países do tratado E-2 em 2024, o que ampliou bastante as possibilidades para famílias luso-brasileiras. Se você já tem (ou está em processo de) uma dessas cidadanias, esse primeiro requisito tende a ser o mais simples de resolver.
2. Um investimento substancial e em risco
A lei americana não fixa um valor mínimo para o E2. O que ela exige é que o investimento seja "substancial" — ou seja, proporcional ao custo de adquirir ou montar aquele negócio específico. Um capital que seria substancial para uma franquia de serviços pode ser insuficiente para um restaurante, por exemplo.
Na prática, os advogados de imigração costumam recomendar investimentos a partir de US$ 100.000 para construir um caso consistente. Além do valor, o conceito de "em risco" é central: os recursos precisam estar de fato comprometidos com o negócio, e não simplesmente parados em uma conta à espera da aprovação do visto.
Não confunda o E2 com o EB-5. São vistos diferentes: o EB-5 tem patamares de investimento muito mais altos e regras próprias. Quando alguém cita "investimento mínimo de centenas de milhares ou milhões de dólares e dez empregos", geralmente está falando do EB-5 — não do E2.
3. Um negócio real, ativo e não marginal
O E2 exige um empreendimento comercialmente ativo, que venda produtos ou serviços e gere receita. Investimentos passivos — como comprar imóveis para alugar ou aplicar em ações — em geral não atendem ao visto, porque não configuram um negócio operacional dirigido por você.
O negócio também não pode ser "marginal", isto é, não pode existir apenas para sustentar o investidor e a família. Espera-se que ele tenha perspectiva de gerar lucro e empregos em um período razoável. Para um negócio novo, esse horizonte pode chegar a alguns anos, desde que o plano demonstre potencial real de crescimento e de impacto positivo na economia local.
É exatamente aqui que a escolha da franquia faz diferença. Um modelo testado, com histórico de operação e suporte do franqueador, ajuda a sustentar a projeção de lucro e de contratações que o oficial de imigração quer enxergar.
4. Controle e direção do negócio
Para se qualificar, você precisa deter ao menos 50% da empresa e estar em posição de desenvolver e dirigir o negócio. O E2 não é um visto de investidor passivo: o governo quer ver o investidor à frente das decisões e da operação, e não como um mero acionista distante.
Isso tem implicações práticas na hora de montar uma sociedade. Quando há sócios estrangeiros que também aplicarão ao visto, a divisão de participação e de capital precisa respeitar regras específicas — assunto que tratamos em detalhe em outros artigos.
5. Origem lícita e rastreável dos recursos
Os fundos investidos precisam ter origem lícita e comprovável. Isso significa documentar de onde vem o dinheiro: venda de um bem, poupança, lucro de uma empresa, herança, e assim por diante. Quanto mais clara e organizada for essa trilha documental, mais sólido fica o caso. Esse é um dos pontos em que o advogado de imigração orienta desde o começo do planejamento.
6. Inglês de conversação — o requisito mais subestimado
Muita gente foca no investimento e esquece do idioma. Na prática, o inglês de conversação é fundamental. Os franqueadores com quem trabalhamos exigem proficiência para aprovar um candidato — afinal, é preciso conversar com clientes, fornecedores, funcionários e com a própria rede. O idioma é essencial para operar a franquia no dia a dia.
A boa notícia é que esse requisito pode ser atendido pelo aplicante, pelo sócio ou pelo cônjuge. Ainda assim, vale encarar o inglês como prioridade no planejamento, e não como detalhe de última hora.
Onde entra a Unike — e onde entra o advogado
Vale reforçar o nosso papel para não gerar confusão. A Unike não faz o processo de imigração e não é consultoria de visto. Representamos mais de 700 franquias americanas e assessoramos você na pré-seleção, na análise e na escolha da franquia certa — da definição de perfil e objetivos até a assinatura do contrato com o franqueador.
A parte de visto fica com um advogado de imigração especializado em E2, que indicamos e que valida se o negócio escolhido se qualifica e se o caso está bem estruturado. É essa combinação — franquia certa + caso bem montado — que costuma fazer a diferença. Importante: nenhum profissional sério garante a aprovação do visto, que é uma decisão do oficial de imigração.
Se você se reconheceu na maioria desses requisitos, o próximo passo natural é entender quais franquias combinam com o seu perfil e com o investimento disponível. É exatamente nisso que podemos ajudar.