O Visto E2 não é só para o investidor: ele foi pensado para a família. Cônjuge e filhos podem acompanhar quem aplica e construir a vida nos Estados Unidos — cada um com um conjunto próprio de direitos. E há um detalhe que costuma surpreender: eles não precisam ter, individualmente, a cidadania do país elegível.
Isso porque cônjuge e filhos derivam o status do investidor principal. Se um dos cônjuges tem a cidadania elegível e aplica como investidor, o outro e os filhos podem entrar como dependentes, mesmo tendo apenas o passaporte brasileiro. É exatamente o que responde à dúvida do título: sim, dependentes podem obter o E2 sem ter a dupla cidadania.
Os filhos: estudar sim, trabalhar não
Os filhos dependentes solteiros de até 21 anos podem morar nos Estados Unidos junto com os pais e estudar normalmente, em escolas públicas ou privadas, como um filho de cidadão americano. O que eles não podem é trabalhar — essa é uma limitação importante de ter em mente no planejamento da família.
Quando um filho já passou dos 21 anos, ele deixa de se enquadrar como dependente. Se tiver cidadania de um país elegível, porém, existe um caminho: entrar no negócio como sócio investidor. Detalhamos essa possibilidade no artigo sobre ter um parente como sócio.
O cônjuge: pode trabalhar — e a regra ficou mais simples
O cônjuge também entra no E2 como dependente e, diferentemente dos filhos, pode trabalhar nos Estados Unidos. E aqui vai uma atualização relevante em relação a como o assunto era tratado no passado.
Antes, o cônjuge precisava solicitar um documento de autorização de trabalho (o EAD) e aguardar meses pela emissão. Desde novembro de 2021, isso mudou: o cônjuge de titular do E2 passou a ser considerado autorizado a trabalhar "incident to status" — ou seja, a própria condição de cônjuge de E2 já dá o direito. Na prática, com o I-94 anotado como "E-2S", ele pode trabalhar para qualquer empregador, abrir o próprio negócio ou atuar como autônomo, sem depender de um EAD separado.
O EAD não desapareceu — ele virou opcional. Alguns cônjuges ainda optam por solicitá-lo porque certos empregadores estão mais habituados ao cartão físico. Mas, com o I-94 marcado como E-2S, o documento separado deixou de ser obrigatório para começar a trabalhar.
Note a diferença em relação ao próprio investidor: o titular do E2 trabalha apenas no negócio em que investiu, enquanto o cônjuge tem liberdade para atuar em qualquer atividade.
Quando o cônjuge é quem tem a cidadania
Há ainda um cenário comum entre famílias brasileiras: quem possui a cidadania elegível é o cônjuge, e não o investidor "natural" da família. Nesse caso, é o cônjuge que pode figurar como investidor principal do E2, viabilizando o processo para todos. É uma flexibilidade que costuma destravar planos que, à primeira vista, pareciam inviáveis.
Onde a Unike ajuda
Definir como a família se encaixa no E2 — quem é o investidor, quem é dependente, quem pode trabalhar — é uma conversa que envolve o advogado de imigração que indicamos. O nosso papel é anterior e complementar: ajudar a escolher a franquia certa para o perfil e os objetivos dessa família, entre as mais de 700 que representamos, de modo que o negócio sustente a mudança de todos para os Estados Unidos.