Ter um sócio na empresa do Visto E2 é possível — e, em muitos casos, vantajoso. O ponto que costuma gerar dúvida é como a sociedade afeta o investimento total e quanto cada um precisa colocar. Há dois cenários bem diferentes: sócio estrangeiro e sócio americano.

Cenário 1: sócio estrangeiro que também vai pedir o E2

O E2 permite que até dois sócios estrangeiros solicitem o visto para o mesmo negócio, cada um com 50% de participação e 50% do capital. Ambos têm o mesmo poder de decisão na empresa.

E aqui vem a parte que mais surpreende (no bom sentido): ter um sócio não dobra o investimento mínimo recomendado. Se o patamar de referência é US$ 100.000, não é preciso que cada um invista US$ 100.000. Os dois podem dividir — por exemplo, US$ 50.000 cada — e ainda assim ambos pleitearem o E2, desde que o negócio atenda aos demais requisitos.

Esse formato é especialmente útil em duas situações comuns: um filho ou filha com mais de 21 anos (que já não pode entrar como dependente) que vira sócio para obter o próprio visto; ou irmãos que aplicam juntos, dividindo recursos e, muitas vezes, já com afinidade de trabalho.

Cenário 2: sócio americano

Quando o sócio é americano, a lógica do investimento muda. O candidato ao E2 precisa ter no mínimo 50% da empresa, mas o percentual exigido depende do valor total investido no negócio:

  • Investimento até US$ 150.000: o candidato ao E2 precisa ter 100% da empresa e investir 100% do capital.
  • Investimento de US$ 150.000 a US$ 500.000: pelo menos 75% do valor total.
  • Investimento acima de US$ 500.000: pelo menos 50% do valor total.

A lógica da lei: quando há sócio americano, o candidato ao E2 precisa fazer um investimento primário e substancial no negócio. Por isso essas faixas existem — elas garantem que o investidor estrangeiro seja, de fato, o motor financeiro do empreendimento.

Atenção

Cada caso tem particularidades. Como em todo o processo E2, é o advogado de imigração quem valida a estrutura societária, a divisão de participação e a documentação. As regras acima são o ponto de partida, não uma fórmula fechada.

Onde a Unike entra

A nossa parte é ajudar você (e os sócios) a escolher a franquia certa para o perfil e os objetivos de todos os envolvidos, considerando o investimento disponível de cada um. A estruturação jurídica da sociedade e a aplicação do visto ficam com o advogado de imigração que indicamos. Assim, a sociedade fortalece o caso em vez de complicá-lo.