Poucas coisas preocupam mais quem planeja o Visto E2 do que a possibilidade de uma negação depois de já ter investido. A boa notícia é que a maioria das recusas se concentra em um número pequeno de fatores — e quase todos estão, em alguma medida, sob o seu controle quando o caso é bem planejado.

Antes de tudo, um lembrete de posicionamento: a Unike não faz o processo de imigração. Nossa especialidade é a seleção e a análise da franquia certa para o seu perfil, etapa que influencia diretamente dois dos fatores abaixo. A parte jurídica do visto fica com um advogado de imigração especializado em E2, que indicamos e com quem trabalhamos lado a lado. E vale repetir: ninguém pode garantir a aprovação, que é uma decisão do oficial.

De forma geral, os motivos de negação se organizam em três grandes grupos: o investidor, o investimento e o negócio.

1. O investidor: qualificação para dirigir o negócio

O primeiro fator diz respeito a você. O oficial de imigração quer ter confiança de que o aplicante tem condições reais de desenvolver e dirigir o empreendimento. Para isso, ele observa o histórico profissional, a formação, treinamentos e experiências anteriores — tudo que ajude a prever as chances de sucesso do negócio.

É aqui que a franquia pesa a favor. Mesmo quem nunca atuou naquele setor passa por treinamento e recebe suporte contínuo do franqueador, o que aumenta a credibilidade na hora da análise. Na entrevista, um candidato que já fez os treinamentos consegue falar do negócio com muito mais propriedade.

2. O investimento: suficiente, substancial e de origem lícita

O segundo grupo envolve o dinheiro. A lei não fixa um valor mínimo, mas os advogados costumam recomendar investimentos a partir de US$ 100.000 para construir um caso consistente. O ponto central é que o montante seja substancial em relação ao custo daquele negócio específico e suficiente para colocá-lo de pé.

Há ainda uma segunda dimensão muitas vezes subestimada: a comprovação da origem dos recursos. Não basta ter o capital — é preciso documentar de onde ele veio (venda de um bem, poupança, lucro de uma empresa, herança) de forma clara e rastreável. Uma trilha documental frágil é uma causa frequente de questionamento.

Não confunda

Patamares na casa de centenas de milhares ou milhões de dólares e a exigência de dez empregos são do EB-5, um visto diferente. No E2, o que importa é que o investimento seja substancial para aquele negócio — e não um valor fixo previsto em lei.

3. O negócio: real, ativo e não marginal

O terceiro fator é o próprio empreendimento. Ele precisa ser comercialmente ativo e não pode ser "marginal" — ou seja, não pode existir apenas para sustentar o investidor e a família. Espera-se capacidade presente ou futura de gerar lucro e empregos significativos em um período razoável.

Por isso, certos modelos enfrentam mais dificuldade: atividades que dificilmente precisam contratar funcionários — como alguns trabalhos individuais de consultoria ou representação de vendas — tendem a ser analisadas com mais rigor. Cada caso é avaliado individualmente, mas a perspectiva de criar empregos costuma fazer diferença.

Outro ponto sensível: o negócio precisa estar operando ou próximo de iniciar as operações. Deixar os recursos parados em uma conta bancária, sem a empresa estruturada, não é suficiente para a aprovação. O E2 quer ver o capital de fato comprometido e em risco.

O peso do local e do oficial

Vale saber que o consulado ou a embaixada onde se dá entrada, e o próprio oficial que analisa o caso, podem influenciar o nível de exigência em cada um desses fatores. Um advogado de imigração que trabalha com E2 no dia a dia conhece as nuances de cada posto e consegue orientar o que costuma ser mais cobrado historicamente.

Onde a Unike entra nessa conta

Dois dos três grupos — qualificação do investidor e características do negócio — dependem diretamente da escolha certa da franquia. Representamos mais de 700 franquias americanas e ajudamos você a encontrar o modelo que combina com o seu perfil, com o investimento disponível e com a necessidade de gerar lucro e empregos. O caso jurídico em si, e a estratégia para reduzir riscos, ficam com o advogado de imigração que indicamos.

Se uma negação acontecer mesmo assim, ela não é o fim do caminho. Reunimos as causas mais comuns e os próximos passos em um artigo dedicado, sobre o que fazer se negarem o Visto E2.